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O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira pela Polícia Federal após retornar dos Estados Unidos e ser interceptado no Sul do Rio de Janeiro, a ação ocorre no âmbito da Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo investimentos de quase R$ 1 bilhão do fundo previdenciário dos servidores estaduais no Banco Master, entre os anos de 2023 e 2024.

Segundo a Polícia Federal, os recursos teriam sido aplicados em títulos considerados de alto risco, colocando em perigo valores destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores públicos estaduais. A investigação apura se as decisões de investimento causaram prejuízos ao fundo e beneficiaram interesses privados de forma irregular.

Paralelamente, a Polícia Federal abriu um novo inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), instituição ligada ao Governo do Distrito Federal que tentou adquirir o Banco Master no ano passado. A nova apuração foi instaurada após uma auditoria independente apontar achados relevantes que vão além dos fatos já investigados anteriormente. A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

No campo empresarial, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da Fictor, grupo que declarou dívidas superiores a R$ 4,2 bilhões. A decisão concedeu um período de blindagem de 30 dias contra execuções e bloqueios judiciais, limitado à Fictor Holding e à Fictor Invest. A empresa atribui a crise financeira a um problema de liquidez desencadeado após o anúncio de uma proposta de compra do Banco Master, episódio que teria impactado diretamente sua estrutura financeira.

Em meio ao avanço das investigações e às repercussões no sistema financeiro, o ambiente político também reflete tensão. Para a analista Flávia Tavares, os discursos de abertura do ano legislativo e judiciário foram marcados por recados indiretos diante do volume de apurações em curso. “Os discursos foram repletos de recados e indiretas sobre quem ameaça quem com tantas investigações em andamento, de Master a INSS, passando por emendas. Nos bastidores, porém, também há espaço para articulações visando a sobrevivência política em 2026”, avaliou.

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