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O premiado diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho volta às telas com O Agente Secreto, longa que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (6) após conquistar prêmios no Festival de Cannes e ser escolhido como o representante do Brasil no Oscar 2026. Aclamado por obras como Aquarius e Bacurau, o cineasta recifense apresenta mais uma reflexão sobre o país — desta vez, ambientada na Recife de 1977, em pleno regime militar.

À primeira vista, o enredo parece se concentrar no período da ditadura, encerrada apenas em 1985. Mas, ao longo da narrativa, Kleber vai além do retrato histórico e expõe um Brasil atemporal, onde os mecanismos de poder, vigilância e opressão ganham ecos no presente. É nesse jogo entre passado e contemporaneidade que o diretor constrói sua crítica mais contundente.

“O filme fala de um Brasil que nunca deixou de existir — apenas mudou de roupa”, afirmou Kleber Mendonça Filho em entrevista recente. Sem recorrer a discursos explícitos, o cineasta costura metáforas políticas e sociais que revelam o “Brasil velado” — aquele que sobrevive nas entrelinhas da história oficial e continua se repetindo em ciclos de autoritarismo e silêncio.

Com fotografia precisa, trilha sonora envolvente e interpretações elogiadas pela crítica internacional, O Agente Secreto consolida o nome de Kleber como um dos principais autores do cinema contemporâneo brasileiro, capaz de transformar o passado em espelho do presente — e de levar novamente o olhar do mundo ao que o Brasil tem de mais profundo e inquietante.

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