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CompartilheCompartilhe 0 A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e da linha de dispositivos de realidade virtual Oculus, está no centro de uma nova controvérsia. Pesquisadores atuais e ex-funcionários entregaram milhares de páginas de documentos ao Congresso dos Estados Unidos, alegando que a empresa suprimiu e manipulou estudos sobre os riscos enfrentados por crianças e adolescentes ao usarem seus produtos de realidade virtual. As denúncias, tornadas públicas nesta semana, indicam que a Meta teria adotado práticas internas para restringir ou apagar pesquisas que revelavam situações alarmantes, como exposições a conteúdo sexual e riscos à saúde mental de menores. Um caso citado nos documentos afirma que, após uma entrevista conduzida na Alemanha em 2023, um adolescente relatou que seu irmão, de apenas 10 anos, recebeu propostas sexuais enquanto usava os óculos de realidade virtual da empresa. Segundo os denunciantes, a chefia da Meta ordenou a exclusão de gravações e anotações do episódio. A empresa, por meio de comunicado oficial, negou qualquer censura ou impedimento à realização de pesquisas com menores de idade, mas alegou que as exclusões de registros citadas obedeceram a leis de privacidade e proteção de dados, especialmente no contexto da coleta de informações sensíveis de crianças. O caso reacende o debate sobre responsabilidade das big techs na proteção de usuários vulneráveis e levanta questionamentos sobre a transparência da Meta na condução de estudos internos. Grupos de defesa de direitos digitais e de proteção à infância já pressionam legisladores para que haja regulação mais rígida sobre experiências imersivas em realidade virtual, especialmente diante do crescimento acelerado dessas tecnologias entre o público jovem. O Congresso americano deve convocar audiências nos próximos meses para analisar os documentos e ouvir os envolvidos. A Meta, que já enfrentou críticas semelhantes no passado por omissão de riscos em suas plataformas sociais, agora volta ao centro do escrutínio público — desta vez, em um ambiente ainda mais sensível e inexplorado: o metaverso e seus impactos sobre crianças e adolescentes.
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