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A crise envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou novos capítulos nesta semana. No Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid e o general da reserva Braga Netto participaram de uma acareação, em meio à investigação da tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Durante seu acordo de delação premiada, Cid afirmou que Braga Netto lhe entregou uma caixa de vinho recheada de dinheiro no Palácio do Planalto. O valor, segundo ele, teria sido destinado a militares das Forças Especiais. Na acareação, o general — que foi candidato a vice de Bolsonaro — negou categoricamente a acusação e chamou Cid de “mentiroso”. O tenente-coronel, por sua vez, reafirmou o relato.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o influenciador e youtuber bolsonarista Paulo Figueiredo, um dos 34 réus na ação penal da trama golpista, participou de uma audiência da Comissão de Direitos Humanos do Congresso americano. Convidado por parlamentares ligados ao ex-presidente Donald Trump, Figueiredo declarou que o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos no STF, seria o “ditador do Brasil”.

Figueiredo, que é neto do último ditador militar do país, o general João Figueiredo, disse ser vítima de perseguição política e afirmou estar impedido de retornar ao Brasil por conta de um mandado de prisão preventiva expedido por Moraes.

As falas inflamadas no exterior e os embates no Supremo reforçam o clima de tensão entre o Judiciário e a ala mais radical do bolsonarismo, que segue mobilizada em diversas frentes políticas e judiciais — dentro e fora do Brasil.

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