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CompartilheCompartilhe 0 Neste domingo (17), o movimento de torcedoras “Vai Ter Gorda” realizará uma manifestação para protestar contra a falta de opções de camisas de futebol nos tamanhos para mulheres gordas, nos principais times baianos, Bahia e Vitória. O ato acontecerá nas quadras da orla do Rio Vermelho, em Salvador, e visa chamar a atenção para uma questão que afeta muitas torcedoras: a exclusão das mulheres gordas nas ofertas de camisas oficiais de seus times. O movimento surgiu a partir da insatisfação de torcedoras que, ao buscarem camisas dos seus times favoritos, se depararam com a ausência de tamanhos adequados para o público feminino em lojas oficiais. “A gente sempre passa por isso em lojas de departamento e, até quando queremos torcer para o nosso time de coração, não tem do nosso tamanho, e precisamos utilizar as camisas masculinas. As pessoas não entendem como isso machuca e fere”, explicou o grupo, por meio de uma nota. A manifestação é mais um passo no movimento que luta pela inclusão das mulheres gordas no universo do futebol, um ambiente tradicionalmente dominado por padrões estéticos e de mercado voltados para o público masculino e corpos mais magros. Em abril deste ano, o grupo já havia se mobilizado para dar visibilidade à causa através de um ensaio fotográfico realizado no Dia das Mães. No projeto “Mães do Bavi”, torcedoras gordas, vestindo camisas dos times Bahia e Vitória, posaram ao lado de seus filhos, reforçando o apelo por mais representatividade e contra a gordofobia no esporte. “Nosso objetivo é quebrar o padrão e chamar a atenção dos clubes para os corpos de mulheres torcedoras gordas que, muitas vezes, para vestir a camisa do seu time, precisam adaptar modelos masculinos”, disse Paulo Arcanjo, idealizador da exposição “Mães do Bavi”, na época. A ação também visa combater a gordofobia, que exclui e marginaliza mulheres que não se enquadram nos padrões estéticos tradicionais. O ato deste domingo, com a presença de torcedoras de ambos os times, reforça a luta pela representatividade no futebol e a necessidade de uma maior diversidade nos produtos oficiais dos clubes, garantindo que todas as torcedoras, independentemente de seu tipo físico, possam se sentir parte ativa da paixão que movem o futebol baiano.
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