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As crescentes ocorrências de apreensão da chamada “maconha sintética” entraram no radar do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta agora estuda aprofundar uma política pública de combate à nova droga. Os estudos estão sendo feitos no âmbito do Subsistema de Alerta Rápido para Novas Drogas (SAR), um programa que já vinha sendo conduzido em caráter experimental desde 2021, mas foi oficializado na semana passada.

O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que deseja ampliar o programa para agilizar as intervenções por parte de profissionais de saúde e segurança, além de aprimorar a capacidade de detecção de novas drogas e de conscientização da sociedade. Até agora, o comitê era formado por profissionais da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), da Polícia Federal (PF), da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com apoio técnico da ONU.

A ideia de Lewandowski é incluir representantes do Ministério da Saúde, pesquisadores universitários e organizações da sociedade civil que atuem diretamente com usuários, dependentes químicos e comunidades vulneráveis. Segundo relatórios do SAR, os chamados canabinóides sintéticos têm efeitos mais curtos que os observados no consumo da maconha natural, mas com consequências bem mais severas, como psicose, paranoia e toxicidade neurológica.

Os peritos criminais que atuam no monitoramento da droga foram orientados a comunicar imediatamente ao SAR sempre que localizarem a substância, que costuma ser mais frequente em regiões metropolitanas dos estados do Sudeste. O relatório sugere que o monitoramento e o acompanhamento das apreensões sejam feitos em todo o território nacional, diante de um aumento paulatino dos casos de intoxicação por “maconha sintética”.

O ministro Lewandowski reforçou a necessidade de uma resposta rápida e coordenada, destacando a importância de uma colaboração mais ampla e efetiva entre diversas entidades para combater o avanço dessa nova ameaça.

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