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A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, vai desfilar em um carro alegórico no Carnaval do Rio de Janeiro no próximo domingo, 15 de fevereiro. Ela participará do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que leva para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também deve comparecer ao sambódromo para acompanhar a apresentação.

A presença de Janja no desfile provocou reação de integrantes da oposição, que questionam a homenagem e alegam possível desvio de finalidade para promoção de autoridade pública. Parlamentares oposicionistas avaliam que a exaltação ao presidente, em ano pré-eleitoral, pode ter repercussões políticas.

Assessores jurídicos do governo, por sua vez, sustentam que não há impedimento legal para a participação da primeira-dama, uma vez que Janja não ocupa cargo público. Nesse entendimento, sua presença no desfile se daria na condição de cidadã e convidada da agremiação.

A homenagem ao presidente, contudo, desperta debate entre especialistas em direito eleitoral. Embora a maioria avalie que o samba-enredo, por si só, não configura propaganda eleitoral antecipada, há quem considere que determinados trechos da letra podem se situar no limite da legalidade, o que poderia abrir espaço para questionamentos judiciais, inclusive sob a alegação de abuso de poder.

Até o momento, não há registro de ação formal sobre o caso, mas o episódio adiciona um componente político ao Carnaval carioca, tradicionalmente marcado pela mistura entre cultura, celebração e temas de relevância nacional.

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