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As investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master avançaram significativamente e já impactam possíveis acordos de delação premiada. O banqueiro Daniel Vorcaro, seu cunhado e operador financeiro Fabiano Zettel, além do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, demonstraram interesse em colaborar com as autoridades, mas enfrentam resistência por parte da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.

A avaliação dos investigadores é de que o núcleo central do caso — que envolve fraude financeira e a tentativa de venda do banco ao BRB — já está praticamente esclarecido. Com um conjunto considerado robusto de provas, o espaço para novas revelações é limitado, a menos que os investigados consigam ampliar o escopo das apurações, indicando, por exemplo, eventual participação de autoridades ou contribuindo para a recuperação de recursos desviados.

A tentativa de venda do Banco Master ao BRB ganhou contornos caóticos às vésperas da prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado. De acordo com documentos da investigação, o banqueiro teria acelerado negociações com a empresa Fictor e investidores estrangeiros, incluindo grupos árabes e russos. As tratativas contaram, inclusive, com a intermediação do ex-presidente Michel Temer.

Ainda segundo as apurações, contratos teriam sido firmados de forma apressada, alguns utilizando CPFs de terceiros, como o do lutador Renzo Gracie, sem comprovação clara de participação nos negócios.

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