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CompartilheCompartilhe 0 Após três dias de ataques violentos ao Irã, os Estados Unidos sinalizam que o conflito pode se estender além das previsões iniciais da administração de Donald Trump. Em sua primeira aparição pública desde o início da ofensiva, o presidente afirmou que as operações continuarão “pelo tempo que for necessário”. Segundo ele, a estimativa inicial era de quatro a cinco semanas de ação militar, mas as forças americanas estariam preparadas para prolongar a campanha. No Capitólio, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que “os golpes mais duros ainda estão por vir” e classificou os ataques como resposta a uma “ameaça iminente”. De acordo com Rubio, as operações seguirão até que objetivos estratégicos, como a neutralização dos mísseis balísticos iranianos, sejam alcançados. As declarações reforçam a perspectiva de uma campanha de duração indefinida, em meio a questionamentos de especialistas sobre a real capacidade militar do Irã e as metas estratégicas de Washington. Mortes de militares e ataque no Kuwait O número de americanos mortos no conflito subiu para seis nesta segunda-feira, enquanto 18 ficaram feridos, alguns em estado gravíssimo. Os militares foram atingidos por um ataque direto iraniano contra um centro operacional improvisado no porto civil de Shuaiba, no Kuwait. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o projétil atingiu um “centro tático fortificado”. No entanto, relatos indicam que a instalação funcionava em um trailer ampliado adaptado como base operacional. Segundo informações oficiais, não houve aviso prévio ou sirenes que permitissem a evacuação. Alerta para retirada de americanos do Oriente Médio O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu alerta urgente orientando cidadãos americanos a deixarem imediatamente 14 países do Oriente Médio. A recomendação inclui Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. Em publicação na rede social X, o governo utilizou letras maiúsculas para reforçar o apelo: “DEIXEM AGORA”. Reações do Irã e acusações de crimes Com o aumento no número de mortos, autoridades iranianas cobraram reação da comunidade internacional após hospitais, escolas e instalações da Sociedade do Crescente Vermelho terem sido atingidos por bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que os ataques atingem “áreas residenciais de forma indiscriminada”, incluindo centros médicos e monumentos culturais, classificando as ações como “crimes graves de preocupação internacional”. Petróleo, fronteiras e crise aérea A escalada também atinge rotas comerciais e energéticas. Um navio-petroleiro de bandeira americana foi atacado no porto de Khalifa bin Salman, no Bahrein, segundo a empresa Crowley. Um trabalhador morreu e dois ficaram feridos. O Irã mantém fechado o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Na fronteira norte de Israel, tropas libanesas abandonaram posições após o governo israelense anunciar operações dentro do Líbano. Autoridades de Tel Aviv recomendaram que cidadãos americanos utilizem a Península do Sinai, no Egito, como rota de saída. A intensificação dos ataques provocou cancelamentos em massa no transporte aéreo internacional. Segundo a consultoria Cirium, quase 1,7 mil voos foram cancelados. O Aeroporto Internacional de Dubai, considerado o maior do mundo em tráfego internacional, permaneceu fechado pelo terceiro dia consecutivo. Morte do aiatolá e repercussão Dias antes do ataque aéreo israelense que matou o aiatolá Ali Khamenei, em Teerã, sistemas de vigilância da capital iraniana já estariam comprometidos, com câmeras invadidas e imagens transmitidas para servidores em Israel, segundo relatos divulgados na imprensa internacional. A morte do líder iraniano elevou o tom do debate político e jurídico sobre os limites da ação militar. O jornalista Pedro Doria afirmou: “Nunca os Estados Unidos executaram um chefe de Estado. Nunca, nem em guerras. Aliás, fora de guerras esta operação é ilegal. E, ainda assim, o aiatolá Ali Khamenei não faz falta a ninguém. Sim, a vida é complicada”. O cenário aponta para um conflito de proporções regionais com impactos globais, envolvendo segurança internacional, mercado de energia e estabilidade diplomática no Oriente Médio.
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