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CompartilheCompartilhe 0 Levantamento revela que 40% dos projetos governamentais com IA estão voltados à criação de conteúdo; capacitação de servidores é desafio central Enquanto o Congresso dos Estados Unidos segue travado em torno de uma regulação ampla sobre inteligência artificial (IA), governos de diversos países já avançam na aplicação prática da tecnologia — especialmente da IA generativa — em seus serviços públicos. Um levantamento da rede internacional Apolitical, que analisou dados de nove países, revelou que 40% dos projetos de IA em andamento no setor público estão voltados à criação de conteúdo, como geração de relatórios, documentos administrativos e comunicações automatizadas. Outros 37% utilizam IA para análise de dados, auxiliando na formulação de políticas públicas e na gestão de informações estratégicas, enquanto 23% aplicam a tecnologia em atendimento direto ao cidadão, por meio de chatbots e assistentes virtuais. A tendência global, segundo o estudo, é o uso da IA como apoio para tarefas repetitivas, com o objetivo de agilizar processos, reduzir custos e melhorar a eficiência dos serviços públicos. Países como Reino Unido, Canadá e Singapura já adotam ferramentas generativas para automatizar etapas burocráticas, produzir relatórios de impacto social e até revisar textos legislativos. A CEO da Apolitical, Robyn Scott, destacou que o maior potencial da tecnologia está não apenas nas ferramentas em si, mas na formação de servidores públicos capacitados para utilizá-las de forma ética e eficaz. “O maior ganho pode vir da capacitação dos profissionais que já estão na linha de frente dos governos. A tecnologia só é transformadora quando as pessoas sabem aplicá-la com responsabilidade”, afirmou Scott. O levantamento reforça que o uso responsável da IA no setor público exige governança clara, transparência e critérios éticos sólidos, mas indica que o movimento em direção à digitalização inteligente do Estado já é irreversível — e deve redefinir a forma como governos se relacionam com seus cidadãos nas próximas décadas.
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