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CompartilheCompartilhe 0 A Catedral Basílica de Salvador, no Centro Histórico da capital baiana, ficou lotada na noite desta segunda-feira (21) durante a missa em sufrágio da alma do Papa Francisco, falecido nas primeiras horas do dia, em Roma, aos 88 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. Uma imagem do pontífice foi colocada sobre o altar, e a cerimônia, marcada por emoção e reverência, foi conduzida pelo cardeal Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil. A canção litúrgica “Senhor, Quem Entrará?” abriu a celebração, que reuniu fiéis sentados, em pé e até nas laterais da igreja, todos unidos em homenagem ao líder religioso que comandou a Igreja Católica por 12 anos. “Nós aqui nos reunimos como porção do corpo de Deus para fazer memória, louvando a Deus pelo nosso Papa Francisco. A presença dos fiéis e das autoridades representa bem a gratidão e a devoção que há no coração da igreja”, afirmou Dom Sérgio no início da missa. O arcebispo lembrou ainda que, embora o mundo já discuta o futuro da Igreja e o próximo conclave, o momento é de oração, unidade e gratidão pela vida de Francisco. “Quando chegar o momento, rezaremos ainda mais pela Igreja e pela eleição do papa”, pontuou. Autoridades prestam homenagem Entre os presentes estavam o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que exaltaram o legado espiritual, social e político do pontífice. “Um exemplo de fé, de humildade, de defesa dos mais pobres. Um papa que conduziu os destinos da Igreja Católica ampliando sua atuação e deixando um legado de paz e respeito às diferenças”, disse Bruno Reis. Ele também destacou a importância da participação de Dom Sérgio no conclave. “Ele será um dos cardeais eleitores e hoje celebra essa missa, a principal homenagem da nossa cidade ao Papa que marcou a história.” Já Jerônimo Rodrigues lembrou do compromisso de Francisco com causas contemporâneas e polêmicas. “O Santo Padre defendeu temas difíceis dentro da Igreja, mas também internacionais, como a paz mundial, a transição energética, os direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Foi um líder ecumênico, que dialogou com todas as fés”, destacou. Ele desejou que Dom Sérgio, “um baiano por adoção”, seja iluminado em sua missão no conclave. Última aparição e despedida A morte de Francisco foi anunciada oficialmente pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo do Vaticano, às 7h35 (horário de Roma), com palavras de profunda gratidão e reconhecimento. “Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados”, declarou Farrell. Francisco morreu no período da oitava de Páscoa, uma das fases mais importantes do calendário litúrgico, dedicada à celebração da ressurreição de Cristo. Sua morte também antecede o Jubileu da Esperança de 2025, que deverá reunir milhões de peregrinos em Roma — mais um desafio que caberá ao novo pontífice conduzir. A missa desta segunda-feira em Salvador marcou não apenas o encerramento terreno de Francisco, mas também o início de um novo momento de reflexão e oração para a Igreja Católica e seus mais de 1,4 bilhão de fiéis ao redor do mundo.
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