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Apesar de a maioria das gestantes brasileiras iniciar o acompanhamento médico, uma parcela significativa ainda não consegue concluir o ciclo mínimo de consultas durante a gravidez. É o que revela um estudo da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que aponta que uma em cada cinco mulheres interrompe o pré-natal antes do recomendado.

Segundo a pesquisa, a continuidade do acompanhamento está diretamente relacionada às condições socioeconômicas. Gestantes em situação de maior vulnerabilidade enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde e limitações financeiras, fatores que contribuem para o abandono do pré-natal.

A escolaridade também aparece como um dos principais determinantes. Entre mulheres com pelo menos 12 anos de estudo, 86,5% conseguem completar o ciclo mínimo de consultas. Já entre aquelas sem escolarização, o índice cai para 44%, evidenciando a desigualdade no acesso e na permanência no cuidado pré-natal.

Os dados reforçam a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à equidade no atendimento à saúde materna, com foco na redução das barreiras de acesso e no fortalecimento da assistência às populações mais vulneráveis.

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