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O Egito inaugura oficialmente o Grande Museu Egípcio, considerado o maior museu arqueológico do mundo, um projeto monumental que promete redefinir a forma como o país apresenta sua herança milenar ao público. Localizado próximo às Pirâmides de Gizé, o novo complexo abriga cerca de 100 mil artefatos, cobrindo sete milênios de história — dos tempos pré-dinásticos às eras grega e romana.

Com 500 mil metros quadrados de área construída, o equivalente a 70 campos de futebol, o museu combina arquitetura moderna e tradição, integrando o deserto e as pirâmides em um mesmo panorama.

Entre as maiores atrações está a exposição completa do túmulo intacto do faraó Tutancâmon, descoberta em 1922 pelo egiptólogo britânico Howard Carter. É a primeira vez que todo o conjunto é exibido ao público, incluindo a máscara mortuária de ouro, o trono real e as carruagens do jovem rei, que morreu aos 19 anos.

Especialistas destacam que o museu simboliza não apenas um marco cultural, mas também um movimento político. Egiptólogos e autoridades locais afirmam que a inauguração fortalece a reivindicação pela devolução de antiguidades egípcias mantidas em coleções estrangeiras, como a Pedra de Roseta, atualmente em exibição no Museu Britânico.

O Grande Museu Egípcio, cuja construção levou mais de duas décadas e custou cerca de US$ 1 bilhão, deve se tornar um dos principais destinos turísticos do planeta. Além de suas galerias, o espaço conta com áreas de pesquisa, restauro e conservação, reforçando o papel do Egito como guardião da herança arqueológica da humanidade.

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