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CompartilheCompartilhe 0 A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê expansão da economia brasileira de 1,7% em 2024. Já para este ano, a expectativa dos representantes do setor industrial é de que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 3%, mesmo percentual de 2022. De acordo com a CNI, o resultado é positivo, mas o resultado de 2023 ainda não representa o início a um novo ciclo de desenvolvimento. A Confederação avalia que o PIB atual foi construído sobre fatores conjunturais excepcionais, como o expressivo crescimento do PIB da agropecuária. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 14, e constam do documento “Informe Conjuntural: Economia Brasileira 2023-2024”. Nas projeções, o PIB Industrial deve crescer 1,5% neste ano e avançar 0,9% no ano que vem. Durante a apresentação do relatório, Mário Sérgio Telles, que é gerente-executivo de Economia da CNI, declarou que a condução da política monetária foi um fator restritivo do crescimento econômico em 2023, mas que desacelerou a inflação, que segundo o relatório deve ficar em 4,5%. “Redução muito forte da inflação, garantida principalmente por um comportamento quase de estabilidade dos preços dos produtos industriais e por uma queda nos preços de alimentos”, explicou Telles. Ainda segundo o economista, o juro real, cálculo da taxa que leva em conta o efeito da inflação, fecha o ano em 7,5%, acima da taxa neutra, em torno de 4,5%. Por outro lado, Telles indicou que a política fiscal levou a economia a crescer e destacou a decisão da Justiça que determinou o pagamento de R$ 95 bilhões em precatórios ainda em dezembro, que aumentou as despesas do Governo Federal em 13,6%: “Nós já estamos considerando nas despesas do Governo Federal esse valor de precatórios a ser pago neste mês. O impacto fiscal é nesse ano, mas o impacto econômico desse pagamento vai se dar em 2024”. Segundo a CNI, para 2024 o cenário fiscal do governo ainda é incerto, especialmente com relação à arrecadação. O relatório cita, como exemplos desta incerteza, as propostas que o governo quer ver aprovadas no Congresso e que preveem um aumento da receita no ano que vem e o fato do orçamento de 2024 ainda não ter sido aprovado no Congresso Nacional. A Confederação aponta que o que está determinado sobre receitas e despesas não é compatível com a meta de zerar o déficit fiscal em 2024, como busca o Ministério da Fazenda. No entanto, o documento aponta que o esforço do governo para manutenção da meta no ano que vem representará credibilidade da condução da política fiscal.
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