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Na noite de domingo, o cinema brasileiro escreveu mais um capítulo histórico ao ver “O Agente Secreto” conquistar o prêmio de Melhor Filme de Língua Não Inglesa no Globo de Ouro, superando produções de peso como Foi Apenas um Acidente e Valor Sentimental. A vitória consagra a força do audiovisual nacional em uma das premiações mais tradicionais da indústria cinematográfica.

O diretor Kleber Mendonça Filho subiu ao palco ao lado de Wagner Moura e de outros integrantes do elenco, logo após a atriz Minnie Driver anunciar o prêmio com um caloroso “parabéns” em português, gesto que arrancou aplausos do público presente. Em seu discurso, Kleber saudou o público brasileiro, agradeceu à equipe do filme e deixou uma mensagem direta aos novos talentos do cinema. “Esse é um momento muito importante da História para fazer filmes. Jovens, façam filmes”, afirmou o cineasta.

A conquista reforça uma trajetória que o Brasil vem construindo ao longo das décadas no Globo de Ouro. Em 1960, o país teve um primeiro contato com a estatueta por meio de Orfeu Negro, falado em português, mas creditado à França, responsável por liderar a produção. O reconhecimento totalmente nacional veio em 1999, com Central do Brasil, além das indicações marcantes de Cidade de Deus e Diários de Motocicleta, que ajudaram a projetar o cinema brasileiro no cenário internacional.

A celebração só não foi completa porque “O Agente Secreto” acabou derrotado na categoria de Melhor Filme de Drama, vencida por Hamnet. Ainda assim, o prêmio conquistado confirma o prestígio da produção e reforça o momento positivo vivido pelo cinema brasileiro no exterior.

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