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Pela primeira vez na história da neurociência, uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu mapear a atividade neural de um cérebro em tempo real, abrindo caminho para uma compreensão sem precedentes sobre como o cérebro toma decisões.

O estudo, liderado pela Universidade de Princeton em colaboração com 22 laboratórios da Europa e dos Estados Unidos, foi publicado em dois artigos científicos na prestigiosa revista Nature. A pesquisa utilizou camundongos como modelo experimental e empregou tecnologia de ponta para registrar imagens com resolução de célula única enquanto os animais realizavam tarefas de escolha.

Ao todo, foram coletados dados de 620 mil neurônios em 279 regiões diferentes do cérebro, de 139 camundongos. Durante os experimentos, eletrodos de alta precisão registraram simultaneamente a atividade elétrica de centenas de células nervosas, enquanto os animais tomavam decisões simples, como escolher entre dois estímulos.

Esse mapeamento detalhado permitiu aos cientistas observar, pela primeira vez, como circuitos cerebrais se coordenam em tempo real durante o processo de tomada de decisão — um marco na neurociência moderna. As informações obtidas oferecem uma nova base para estudar como o cérebro integra informações sensoriais, executa escolhas e produz comportamentos complexos.

Os pesquisadores afirmam que esse avanço pode, no futuro, ajudar no desenvolvimento de tratamentos para doenças neurológicas, como Alzheimer, Parkinson e distúrbios psiquiátricos, além de aprimorar tecnologias de interface cérebro-máquina.

Segundo os autores, o sucesso da pesquisa só foi possível graças a uma inédita colaboração internacional e à combinação de técnicas de imagem, gravação neural e modelagem computacional de última geração.

Este é apenas o começo de uma nova era para a neurociência, em que o funcionamento do cérebro pode ser não apenas observado, mas compreendido em sua complexidade dinâmica, momento a momento.

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