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CompartilheCompartilhe 0 A 17ª edição da Caminhada Nacional do Samba, realizada neste domingo (24) no Largo do Campo Grande, em Salvador, foi marcada pela celebração da cultura e da música brasileira, mesmo diante da chuva que caiu durante a tarde. O evento, que percorreu o Circuito Osmar (Campo Grande/Avenida/Praça Castro Alves), reuniu milhares de foliões e integrou as comemorações do Novembro Negro, com ênfase no Dia Nacional da Consciência Negra e no Festival Salvador Capital Afro. A caminhada, com cerca de quatro quilômetros, contou com a animação de nove trios elétricos que embalaram o público ao som do samba. O evento foi idealizado pela União das Entidades de Samba da Bahia (Unesamba) e contou com a participação de artistas renomados, como Nelson Rufino, que, à frente do Bloco Amor & Paixão, ressaltou a importância do samba para a cultura brasileira: “O samba é a água que alimenta a cadência da musicalidade do povo brasileiro”, afirmou o cantor. Para Jairo Mata, diretor da Unesamba, a festa não se limitou a uma antecipação do carnaval, mas também representou uma importante plataforma de valorização do samba: “A Festa do Samba chama a atenção para políticas públicas que promovam e conscientizem sobre o ritmo que alimenta o entretenimento baiano”, destacou. Em um gesto de solidariedade, a Caminhada Nacional do Samba teve uma ação beneficente. Para garantir uma camisa do evento, os foliões precisaram doar 200g de leite em pó, que serão destinados a instituições que atendem famílias em situação de vulnerabilidade. A troca foi realizada em oito pontos da cidade. O evento contou com a participação de diversos blocos e atrações, como o Alvorada, com a Ala de Canto do Alvorada e o Grupo Movimento; o Alerta Geral, que levou o Swing do Fora e Pagode Total; o Samba Trator, com o grupo Proibido Proibir e Terra Samba; além de muitos outros. Artistas como Oz Favoritos e Simplesmente Nós também marcaram presença, garantindo o ritmo do samba durante toda a festividade. O folião João Carlos Viana, morador de Jacobina e participante assíduo da caminhada, celebrou mais uma edição: “Isso aqui é bom demais. Venho desde que meus pais ainda eram vivos, eles gostavam muito dessa festa”, disse emocionado. Já Mara Santana, outra foliã que não desgrudou do samba, prometeu dançar até o fim: “Samba é tudo de bom. Enquanto tiver trio passando, estarei sambando”, garantiu. A Caminhada Nacional do Samba segue consolidada como um dos maiores eventos de celebração da música e da cultura baiana, unindo diversão e solidariedade em uma tarde que antecipou o clima de carnaval e reforçou a importância do samba na história do Brasil.
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