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A cada 34 horas, uma pessoa LGBTQIA+ foi morta no Brasil ao longo de 2025, segundo levantamento divulgado pelo Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). Ao todo, foram registrados 257 casos no último ano, incluindo homicídios, latrocínios e outras causas violentas, evidenciando a persistência da violência contra a comunidade no país.

Apesar da gravidade dos dados, o número representa uma queda de 12% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 291 mortes violentas. Ainda assim, a entidade alerta que os dados podem ser ainda mais alarmantes, devido à subnotificação dos casos e à falta de informações detalhadas sobre crimes cometidos contra pessoas LGBTQIA+, especialmente em regiões com menor cobertura jornalística e institucional.

Entre as vítimas identificadas no levantamento estão 156 homens gays, 46 mulheres trans e 18 travestis, grupos que seguem entre os mais vulneráveis à violência motivada por preconceito. O relatório também aponta desigualdades regionais significativas, com o Nordeste liderando o ranking de mortes, somando 66 casos, seguido pelo Sudeste, com 48, e pelo Centro-Oeste, com 33 registros.

Para o Grupo Gay da Bahia, os números reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes de prevenção à violência, de fortalecimento dos mecanismos de denúncia e de produção de dados oficiais que permitam dimensionar com maior precisão a realidade enfrentada pela população LGBTQIA+ no Brasil. A entidade destaca ainda a importância de ações educativas e de combate à LGBTfobia como estratégia central para reduzir os índices de violência no país.

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