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O Brasil, segundo país com a maior extensão de manguezais do mundo, enfrenta sérios desafios na proteção e restauração desse ecossistema crucial para a mitigação das mudanças climáticas. Embora mais de 80% dos manguezais estejam localizados em unidades de conservação, como parques e reservas, a legislação ainda não tem sido suficiente para protegê-los adequadamente contra agressões como a poluição e a urbanização.

Os manguezais desempenham um papel vital na absorção de dióxido de carbono (CO2), como aponta uma pesquisa coordenada pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos. Esse ecossistema, que também é essencial para a biodiversidade marinha, atua como um dos maiores sumidouros de carbono do planeta, ajudando a combater as mudanças climáticas. Contudo, a falta de políticas eficazes de restauração ativa impede que essas áreas se recuperem de danos causados por atividades humanas e mudanças ambientais. A situação levanta um alerta sobre a necessidade urgente de ações concretas para preservar e restaurar os manguezais, visando não apenas a proteção ambiental, mas também a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

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