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Preso na terça-feira para começar a cumprir a pena de 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, o general Augusto Heleno, 78 anos, declarou durante o exame de corpo de delito que convive com a doença de Alzheimer desde 2018. A informação, revelada apenas após sua detenção, não foi mencionada por Heleno durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que o condenou por envolvimento na articulação golpista.

A revelação ocorre em meio à baixa mobilização popular diante da prisão do ex-ministro do GSI, frustrando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Parlamentares e influenciadores da extrema direita reconhecem internamente o desânimo das bases e atribuem a pouca reação ao cansaço da militância e ao fato de que as prisões de investigados e condenados pela tentativa de golpe vêm ocorrendo “em doses homeopáticas”, o que teria reduzido o impacto entre apoiadores.

Nesta quarta-feira, após a audiência de custódia, o STF decidiu manter a prisão de todos os condenados no caso, reforçando que não há possibilidade de flexibilização das decisões. Com a nova fase das detenções e a revelação sobre o estado de saúde de Heleno, o ambiente político entre os aliados de Bolsonaro permanece tenso e marcado por frustração.

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