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CompartilheCompartilhe 0 Lançado com o objetivo de reduzir as filas no Sistema Único de Saúde (SUS), o programa federal Agora Tem Especialistas enfrenta baixa adesão entre as instituições de saúde privadas e filantrópicas que poderiam participar. De acordo com dados do Ministério da Fazenda, apenas 3% dos 3.537 hospitais privados devedores à União aderiram ao programa até o início de agosto. Desde o lançamento da iniciativa, em 4 de julho, somente 101 hospitais solicitaram a participação, sendo a maioria localizada na Região Sudeste, com 45 unidades cadastradas. O programa permite que instituições com dívidas com o governo possam oferecer atendimentos médicos a pacientes do SUS em troca de crédito financeiro e abatimento de débitos, que somam cerca de R$ 34,1 bilhões. Para participar, cada hospital precisa ofertar atendimentos que totalizem, no mínimo, R$ 100 mil por mês, valor que será convertido em desconto na dívida com a União. A iniciativa tem potencial de agilizar o acesso a exames e procedimentos especializados, principalmente em áreas com maiores gargalos, como ortopedia, cardiologia, oncologia e oftalmologia. A baixa adesão, porém, acende um alerta no governo sobre a viabilidade do programa. Especialistas apontam que as exigências mínimas para ingresso, os critérios operacionais e a falta de incentivo imediato para parte dos hospitais podem estar afastando os interessados. Entidades do setor também cobram maior clareza sobre os termos dos abatimentos e o fluxo de repasses. O Ministério da Saúde avalia realizar ajustes no programa e reforçar a articulação com os hospitais filantrópicos e privados, especialmente os que já atuam como prestadores de serviço ao SUS. A meta do governo é ampliar o número de unidades envolvidas ainda neste semestre para garantir o impacto esperado na diminuição das filas — atualmente um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
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