Um homem foi condenado a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão pela morte da líder quilombola Tainara dos Santos, em Cachoeira, no Recôncavo baiano. O julgamento começou na quarta-feira (19) e foi concluído na madrugada desta quinta-feira (20).
De acordo com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o conselho de sentença considerou o réu culpado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e posse ilegal de arma de fogo e munição.
A sentença também fixou o pagamento de R$ 300 mil a título de reparação pelos danos causados às vítimas e aos familiares de Tainara.
Desaparecida desde outubro de 2024
Tainara dos Santos era liderança quilombola e mãe de duas crianças. Ela desapareceu em 9 de outubro de 2024 e, desde então, nunca mais foi vista. O corpo não foi localizado.
A ausência do corpo não impediu a condenação. A acusação se sustentou no conjunto de provas reunido ao longo da investigação, que também embasou a imputação do crime de ocultação de cadáver.
O caso teve forte repercussão entre comunidades quilombolas da região, que acompanharam o desaparecimento e cobraram respostas das autoridades ao longo dos quase dois anos que antecederam o julgamento.

