Com Lula, Jerônimo acelera transformação da educação iniciada por Wagner e ampliada por Rui

A educação pública baiana chegou a uma nova escala no governo Jerônimo Rodrigues. O avanço aparece na expansão do ensino em tempo integral, na construção de escolas, na redução do atraso escolar e na recuperação progressiva dos indicadores. Com a retomada da parceria entre Bahia e Brasil no terceiro governo Lula, o estado passou a combinar os investimentos próprios acumulados desde 2007 com novos recursos federais para creches, colégios, transporte, alfabetização e permanência estudantil.

A proporção de escolas estaduais que oferecem ensino médio em tempo integral, que era de 6% em 2016, alcançou 54% em 2024. As matrículas saltaram de 81 mil para 140 mil entre 2024 e 2025 e chegaram, em 2026, a aproximadamente 175 mil estudantes em mais de 700 unidades. Somente a infraestrutura educacional recebeu mais de R$ 9,7 bilhões, com novos colégios equipados com restaurantes, bibliotecas, teatros, laboratórios, quadras e piscinas.

Os resultados começam a aparecer dentro das salas de aula. O percentual de crianças alfabetizadas ao final do segundo ano subiu de 36% em 2024 para 55% em 2025, acima da meta estadual de 50%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, a presença no ensino médio na idade adequada avançou de 72,1% para 76,2%, enquanto o contingente em atraso escolar foi reduzido. O Ideb do ensino médio estadual passou de 3,2 em 2019 para 3,8 em 2025, o melhor resultado da série histórica da Bahia.

A presença de Lula recompôs uma engrenagem interrompida durante quatro anos. O Novo PAC, sob o comando do então ministro Rui Costa, destinou R$ 1,2 bilhão à educação baiana para a construção de 94 creches e escolas regulares, 62 unidades de tempo integral e a aquisição de 244 ônibus. O Pé-de-Meia alcançou 406 mil estudantes no estado, enquanto um acordo firmado pelo Ministério da Educação e pela Advocacia-Geral da União assegurou outros R$ 3,5 bilhões referentes ao antigo Fundef.

Esse processo começou em 2007, quando Jaques Wagner recebeu do carlismo um sistema educacional próximo da terra arrasada. Em 2005, 18,8% dos baianos com 15 anos ou mais não sabiam ler nem escrever. A rede estadual possuía apenas 23 escolas de tempo integral, frequentadas por 11 mil alunos, e a educação profissional atendia somente 9.130 estudantes em 22 municípios. O interior, as comunidades rurais e os povos tradicionais conviviam com uma oferta escolar reduzida e profundamente desigual.

Wagner iniciou a virada com o Todos pela Alfabetização, o TOPA, articulado ao Brasil Alfabetizado do governo Lula. Até 2011, o programa havia atendido 841 mil pessoas e reunido 407 municípios, resultado que lhe rendeu o Prêmio Darcy Ribeiro. O governo também criou o Ensino Médio com Intermediação Tecnológica, o EMITec, que levou aulas para áreas rurais, comunidades indígenas e quilombolas e unidades prisionais. A educação profissional ultrapassou 50 mil matrículas em 2011, mais de cinco vezes o contingente encontrado em 2006.

Rui Costa recebeu essa base e lhe deu impulso qualitativo. O programa Educar para Transformar ampliou a cooperação com municípios e universidades, enquanto o Plano Estadual de Educação estabeleceu 20 metas e 246 estratégias. O Mais Futuro sustentou a permanência de estudantes vulneráveis nas quatro universidades estaduais: até 2023, havia alcançado 24.439 universitários, com investimento acumulado de R$ 218,5 milhões. Na rede básica, o Mais Estudo remunerou alunos que atuavam como monitores de Português e Matemática e chegou a 179 mil estudantes em 2021.

O governo Rui atravessou ainda o desmonte das políticas federais promovido por Jair Bolsonaro. Brasília interrompeu repasses para educação integral e esvaziou programas de alfabetização, creches, conectividade e formação técnica. Durante a pandemia, Bolsonaro vetou o aumento da assistência financeira da União aos estados e municípios. A Bahia respondeu com vale-alimentação para mais de 750 mil estudantes, investimento de R$ 132 milhões nas três primeiras parcelas, e criou o Bolsa Presença, que transformou o auxílio emergencial em política contínua de permanência escolar.
Foi também nessa fase que a infraestrutura ganhou outra dimensão. Em 2021, o estado anunciou R$ 1 bilhão para reformar cerca de 300 escolas e destinou R$ 61 milhões à infraestrutura tecnológica, incluindo a compra de 11.259 computadores. No ano seguinte, a carteira de investimentos já alcançava R$ 3,5 bilhões, com 200 novas escolas e 400 unidades modernizadas. A estrutura construída por Wagner, expandida por Rui e acelerada por Jerônimo permitiu que a educação profissional chegasse a 123.720 matrículas em 2022, presente em 242 municípios e nos 27 Territórios de Identidade.
Fotos: Douglas Amaral

