A Polícia Federal concluiu uma etapa do inquérito da Operação Overclean e indiciou 25 pessoas por suspeitas de participação em um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro na Bahia. A investigação foi iniciada em dezembro de 2024 e já teve nove fases.
Entre os indiciados estão o empresário José Marcos Moura, os irmãos Alex e Fábio Rezende Parente e os ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) na Bahia Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho.
Contratos públicos sob investigação
Segundo a apuração policial, empresas investigadas teriam pago vantagens indevidas a agentes públicos para obter contratos de pavimentação e limpeza urbana. Parte dos recursos analisados teria origem em repasses federais destinados a obras executadas por municípios.
A PF estima que o grupo investigado tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão. Os investigadores atribuem aos indiciados, conforme a participação apontada no inquérito, suspeitas de crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, fraude a licitação, lavagem de dinheiro e embaraço às investigações.
O indiciamento encerra a fase policial para os nomes incluídos no relatório, mas não representa condenação. O material será analisado pelo Ministério Público, que decidirá se há elementos para apresentar denúncia à Justiça.
Os deputados federais Félix Mendonça Júnior, Elmar Nascimento, Dal Barreto e Vicentinho Júnior são citados em uma apuração conexa que tramita em instância própria. Eles seguem sob investigação e não integram, segundo as informações divulgadas até o momento, a lista dos 25 indiciados nesta etapa.

