A Petrobras confirmou a presença de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, área que integra a Margem Equatorial brasileira. O anúncio, feito em 14 de agosto, marca a primeira vez que a estatal comprova hidrocarbonetos naquela região.
O poço, registrado como 1-BRSA-1405-APS, está a cerca de 175 quilômetros da costa do Oiapoque, no Amapá, e a aproximadamente 500 quilômetros da foz do rio Amazonas, em lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras detém 100% de participação no bloco, adquirido em regime de concessão.
Fase de avaliação começa agora
A descoberta abre uma etapa de avaliação destinada a verificar o tamanho, a qualidade e a viabilidade econômica das reservas. A companhia mantém as operações de perfuração para avançar nesse levantamento, e apenas ao fim do processo será possível dizer se a área é comercialmente explorável.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o resultado tem potencial para reposicionar o Brasil na geopolítica global do setor. A Margem Equatorial vem sendo tratada pelo governo como a principal aposta para repor reservas à medida que os campos do pré-sal caminham para o platô de produção.
A região, no entanto, é também o centro de uma disputa ambiental que se arrasta há anos. A proximidade com a foz do Amazonas e com áreas de alta sensibilidade ecológica motivou resistência de órgãos ambientais e de entidades da sociedade civil ao longo do processo de licenciamento, e as próximas etapas exploratórias devem manter o tema em evidência.

