Delação da Reag cita Jaques Wagner e ACM Neto no caso Banco MasterAcordo do ex-controlador João Carlos Mansur tem 17 anexos e tem como foco principal Daniel Vorcaro; os dois políticos baianos negam irregularidades.

Foto: Leandro Ciuffo/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem de arquivo.

A delação da Reag cita o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) em meio à investigação sobre o Banco Master. O acordo foi firmado por João Carlos Mansur, ex-controlador da gestora, com a Procuradoria-Geral da República (PGR), e a imprensa noticiou nesta sexta-feira (6) a homologação pelo Supremo Tribunal Federal.

O colaborador entregou 17 anexos, e o alvo principal é Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Mansur diz que a Reag prestava serviços ao banco desde 2019. Ele nega irregularidades na atuação da gestora, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central.

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O que a delação da Reag diz sobre Wagner

Segundo Mansur, ele providenciou ingressos para um show de Taylor Swift em 2023, avaliados em R$ 63,3 mil, a pedido de Augusto Lima, ex-sócio do Master, para presentear o senador. Em agosto, Wagner afirmou que foi um pedido pessoal a um amigo para ajudá-lo a conseguir os ingressos e disse que não conhece Mansur nem teve relação com a Reag.

O que a delação da Reag diz sobre ACM Neto

ACM Neto é citado por sua relação comercial com a gestora. Ele é cotista exclusivo do fundo Seattle 95, administrado pela Reag até 2025, que aplicou em um fundo ligado a empréstimos consignados originados pelo Banco Master. Em agosto, o ex-prefeito afirmou que o fundo foi criado no fim de 2021 com recursos de origem declarada e lícita.

As declarações do delator ainda precisam ser confrontadas e corroboradas pelas investigações. Até aqui, as manifestações dos dois políticos citadas na cobertura são as de agosto, quando o caso veio a público.

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