Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem de arquivo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência, admitiu que não tem provas de fraude eleitoral na eleição vencida por Lula (PT). A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo, em Miami, nos Estados Unidos, e publicada nesta sexta-feira (6).
Mesmo reconhecendo a falta de evidências, Flávio disse que não é possível garantir com certeza absoluta quem venceu o pleito. Ele afirmou que sua equipe jurídica não vai atacar as urnas eletrônicas e que o foco será o suposto uso da máquina pública pelo governo federal na campanha.
Sem provas de fraude eleitoral, PL fala em cassação da chapa
Segundo o senador, o PL pretende pedir a cassação da chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder econômico. A ação questionaria medidas como mudanças no Bolsa Família, no Pé-de-Meia Universitário e a promessa de pagamento de R$ 5 mil a microempreendedores individuais.
Flávio também criticou a prorrogação do horário de votação no segundo turno, afirmando que cerca de 34 mil votos foram registrados após o horário regular, e defendeu o voto impresso. Disse ainda que o país não vive uma democracia plena e que instituições, como o TSE, estariam sob influência do governo.
Contraponto e futuro político
As declarações contrastam com a posição do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que já afirmou ter absoluta segurança no processo eleitoral. Flávio disse que vive de reservas financeiras nos Estados Unidos, que gostaria de estar no Brasil e que não pretende repetir o que chamou de erro do pai, Jair Bolsonaro, que voltou ao país em 2023 e foi preso pouco mais de dois anos depois. Sobre 2030, afirmou que, se Jair Bolsonaro recuperar os direitos políticos, ele seria o candidato do grupo.


