Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem de arquivo.
O impeachment de Santiago Peña foi aprovado nesta sexta-feira (6) pelo Senado do Paraguai. A destituição teve 44 votos favoráveis, bem acima do mínimo de 30, que corresponde a dois terços dos 45 senadores. Com a decisão, Peña perdeu o mandato de presidente e a condição de senador vitalício.
Na quinta-feira (5), Peña havia apresentado carta de renúncia, justificando que a medida preservaria a estabilidade do país. Mesmo assim, o julgamento político não foi interrompido. Na sessão desta sexta, o Senado rejeitou o pedido de adiamento feito pela defesa por 39 votos a 3, com 2 abstenções.
O escândalo do Ueno Bank
O processo tem origem na crise do Ueno Bank, que teve a liquidação iniciada pelo Banco Central do Paraguai por problemas de crédito, irregularidades contábeis e falta de capital. Milhões de clientes ficaram sem acesso aos seus recursos, e houve protestos. Peña foi acusado de responsabilidade política por sua ligação empresarial com o grupo controlador do banco, no qual manteve participação até 2025. A defesa nega irregularidades e afirma que a incorporação de outro banco pelo Ueno foi autorizada ainda antes do atual governo.
Impeachment de Santiago Peña: ordem de prisão e sucessão
Logo após a votação, o Ministério Público paraguaio ordenou a prisão de Peña, em investigação sobre suspeita de gestão fraudulenta e outros possíveis crimes ligados ao caso. A defesa pretende recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O vice-presidente, Pedro Alliana, deve assumir a Presidência e concluir o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028. A data da posse ainda não foi definida. O Ministério Público também abriu investigações criminais envolvendo Alliana e autoridades do Banco Central.


