Foto: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem de arquivo.
O Copom mantém Selic em 13,75% ao ano, interrompendo a sequência de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual iniciada em março de 2026. A decisão, anunciada na quarta-feira (4), foi unânime.
Por que o Copom mantém Selic sem corte
Em comunicado, o comitê afirmou que a manutenção é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Na pesquisa Projeções Broadcast, 39 de 75 instituições esperavam corte para 13,50% e 36 previam manutenção, de modo que a decisão ficou acima da mediana pela primeira vez desde junho de 2025.
A expectativa de pausa cresceu após o segundo turno das eleições, com alta das projeções de inflação e do dólar. A reunião foi a primeira após a reeleição de Lula.
Inflação e juro real
O IPCA acumulado em 12 meses estava em 4,58% em setembro, acima do teto da meta, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Descontada a inflação esperada, o juro real brasileiro é de 8,45% ao ano, o maior entre 40 países pesquisados em ranking de duas consultorias.
Segundo analistas, o rumo dos juros em 2027 depende do ajuste das contas públicas. Sem esse ajuste, a taxa pode voltar a subir. Após a decisão, o Ibovespa avançou e o dólar recuou.


