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Um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas revelou que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é capaz de frear a replicação do vírus quando a infecção ocorre, o que pode resultar em quadros mais leves da doença e menor risco de complicações. O achado é considerado promissor, uma vez que a redução da carga viral também diminui a possibilidade de transmissão do vírus para os mosquitos, contribuindo para a prevenção de novos surtos.

De acordo com os pesquisadores, pessoas vacinadas que eventualmente contraem a dengue apresentam menor quantidade de vírus circulante no organismo, fator diretamente associado à redução da gravidade dos sintomas. O imunizante recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de novembro e a expectativa é que passe a ser ofertado na rede pública de saúde no início de 2026, destinado a pessoas entre 12 e 59 anos.

Na área de tratamentos inovadores, a Anvisa aprovou nesta segunda-feira o uso do medicamento Wegovy, à base de semaglutida, para o tratamento de gordura no fígado com inflamação. Inicialmente indicado para obesidade, o medicamento, produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, passa agora a ser recomendado para adultos com esteatohepatite associada à disfunção metabólica, que apresentem fibrose moderada a avançada, sem cirrose hepática.

A doença afeta mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo e especialistas alertam que o número de casos em estágios avançados pode dobrar até 2030. Além do risco de progressão para quadros mais graves do fígado, pacientes com esteatohepatite têm maior probabilidade de desenvolver infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações cardiovasculares, aumentando o risco de morte.

As duas aprovações reforçam o avanço da ciência e da regulação sanitária no enfrentamento de doenças que representam importantes desafios à saúde pública, tanto no Brasil quanto globalmente.

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