O governo da Bahia começou a preparar o futuro da Arena Fonte Nova. Em entrevista concedida na terça-feira (20), o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, explicou que o estado quer definir um novo modelo de gestão para o estádio depois de 2028, quando termina a atual parceria público-privada (PPP).
A concessão vence em 31 de março de 2028. A PPP original foi assinada em 2010, para 35 anos, mas um aditivo de outubro de 2021 reduziu o prazo em 17 anos e alterou as condições financeiras. Com o fim do contrato, o estádio e seus equipamentos passam integralmente ao estado.
Contrato de gestão da Arena Fonte Nova e licitação
Segundo o secretário, o governo acionou a BahiaInveste, órgão estadual, para elaborar um diagnóstico e um termo de referência que servirão de base para a futura licitação. O novo arranjo deve ser um contrato de gestão do estádio, e não uma parceria nos moldes da atual, com regras sobre manutenção, operação comercial, eventos e uso esportivo. O vencedor será escolhido por concorrência pública.
O Grupo City, que controla a SAF do Bahia, já foi apontado como interessado na Arena Fonte Nova, e o governador Jerônimo Rodrigues confirmou conversas em fevereiro. Vasconcelos disse que não houve contato recente e afirmou que o acordo de naming rights com a Acelen, anunciado na segunda-feira (19), não tem relação com a PPP. De acordo com relatório citado pela reportagem, o estádio teve prejuízo de R$ 15,8 milhões em 2025, com receita operacional líquida de R$ 89,3 milhões.


