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Um dia depois de atingir a Jamaica com ventos devastadores e causar oito mortes no país, além de um óbito na República Dominicana, o furacão Melissa provocou ao menos 25 mortes no Haiti nesta quarta-feira (29), antes de seguir em direção às Bahamas. O fenômeno, considerado o mais forte a atingir a Jamaica em 174 anos, chegou à ilha como uma tempestade de categoria 5, com rajadas de até 295 km/h, reduzindo depois sua força para categoria 2 ao avançar sobre o território cubano.

Mesmo com a perda de intensidade, alertas máximos de risco permanecem vigentes em várias regiões do Caribe, especialmente nas províncias cubanas de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo, Holguín e Las Tunas, além das Bahamas e Bermudas, que estão sob vigilância devido à possibilidade de enchentes, deslizamentos de terra e destruição de infraestruturas.

Autoridades haitianas relataram extensos danos em comunidades costeiras, com centenas de casas destruídas, pontes interditadas e cidades inteiras sem energia elétrica. O governo declarou estado de emergência, enquanto equipes de resgate tentam chegar às áreas mais isoladas.

Na Jamaica, o rastro de destruição deixado por Melissa foi descrito como “catastrófico”. Estradas foram bloqueadas por árvores e destroços, e milhares de pessoas foram deslocadas para abrigos improvisados. “Nunca vimos nada parecido em nossa história recente”, afirmou o primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, pedindo ajuda humanitária internacional.

Com o avanço rumo ao norte, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) alertou que Melissa deve continuar provocando chuvas torrenciais e ventos fortes nas Bahamas nas próximas 24 horas, podendo causar inundações severas e ondas de até seis metros de altura.

Meteorologistas afirmam que o fenômeno é um reflexo direto do aquecimento das águas do Atlântico, que tem impulsionado furacões mais intensos e destrutivos nos últimos anos — um sinal preocupante da crise climática global.

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