O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 48 horas para Meta explicar se reduziu o alcance de publicações da campanha do presidente Lula (PT) nas redes sociais. A decisão, divulgada no sábado (10), atende a uma representação da coligação petista, na disputa do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha alega que Facebook, Instagram e WhatsApp podem ter limitado a circulação de seus conteúdos por meio de “seletividade algorítmica”, isto é, entregando publicações de forma diferente conforme interesses da empresa.
Perfis inautênticos
A representação também acusa a Meta de não agir contra 255 perfis considerados inautênticos, que, segundo a campanha, seriam operados por inteligência artificial. O tribunal pediu esclarecimentos sobre as restrições e sobre o tratamento dado às duas candidaturas.
Resposta da Meta
Em nota, o escritório da Meta no Brasil afirmou cumprir as regras eleitorais e classificou as acusações como “simplesmente falsas” e sem respaldo nos fatos.
O caso ocorre em um clima de tensão na reta final da campanha. Depois do prazo de 48 horas, caberá ao TSE avaliar as informações apresentadas pela empresa e decidir os próximos passos do processo.


