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CompartilheCompartilhe 0 A possível cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), analisada atualmente pela Câmara dos Deputados, caminha para se tornar uma punição inédita na história do Legislativo brasileiro. O parlamentar é acusado de agredir fisicamente um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo conhecido por hostilizar políticos de esquerda e jornalistas em espaços públicos. O episódio ocorreu em abril de 2024, quando Glauber chutou e empurrou o ativista após uma série de provocações. A atitude gerou forte repercussão e levou à abertura de um processo no Conselho de Ética da Câmara, com tendência crescente entre os deputados pela cassação do mandato — algo sem precedentes em casos semelhantes. A história do Congresso Nacional é marcada por episódios de violência, muitos deles graves, mas que não resultaram em perda de mandato. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em 1991, quando o então deputado Nobel Moura (PTB-RO) agrediu com dois socos no rosto sua colega Raquel Cândido (PRN-RO), após ela o acusar de envolvimento com narcotráfico e prostituição. Apesar da gravidade da agressão, Moura não sofreu qualquer punição institucional. Diante desse histórico, a possível cassação de Glauber Braga levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo Legislativo para punir parlamentares. Para aliados do deputado, a ação seria desproporcional e guiada por motivações políticas. Já seus opositores defendem que o comportamento agressivo, independentemente do histórico de impunidade, deve ser exemplarmente punido. O PSOL, partido de Braga, ainda avalia como reagirá institucionalmente caso o mandato do deputado seja cassado, mas já indicou que considera a ação do parlamentar uma reação a um ataque coordenado e reincidente por parte do MBL. Enquanto isso, cresce o debate sobre limites, provocações e uso político de estruturas disciplinares dentro do Congresso. A decisão da Câmara, seja qual for, promete abrir um novo capítulo — e um possível precedente — na condução de casos envolvendo agressões físicas entre atores da política nacional.
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