A Justiça decretou a prisão preventiva de dez integrantes da Bamor, torcida organizada do Bahia, investigados por tortura, roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa. A decisão saiu após as audiências de custódia, nesta terça-feira (29), um dia depois da operação que fechou a sede da entidade, em Salvador.
Entre os presos estão o presidente, Matheus Pires Castro, o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio, além de diretores e um policial militar. A investigação é conduzida pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, com apoio da Deic, do Denarc, da Force e da Polícia Militar.
O que aponta a investigação após as prisões preventivas de integrantes da Bamor
Segundo o MP-BA, duas pessoas foram submetidas a violência física e psicológica dentro da sede da torcida em julho de 2026. Uma delas teria sido pressionada a confessar supostas irregularidades financeiras e a fazer uma transferência mediante acesso ao próprio celular.
Os relatos incluem perfurações nas mãos, queimadura na orelha, sufocamento com saco plástico e simulação de afogamento com pano e água. Tacos de beisebol, martelo, faca e alicate teriam sido usados nas agressões.
Material apreendido e próximos passos
Na operação, foram cumpridos dez mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos, armas, munições e objetos ligados às agressões.
A Bamor, como entidade, não é ré neste processo, mas o Ministério Público trabalha em um termo de ajustamento de conduta para disciplinar as atividades da torcida. O caso segue em andamento e as defesas ainda podem recorrer da decisão.


