A estiagem na Bahia já levou 88 municípios a decretar situação de emergência, em um cenário que combina falta de chuva, avanço de incêndios florestais e pressão sobre comunidades rurais. O quadro atinge com mais força o Semiárido, que ocupa cerca de 85% do território baiano e concentra parte significativa da população que depende da agricultura familiar.
Segundo levantamento da Defesa Civil estadual, cerca de 700 mil famílias de agricultores familiares vivem na região semiárida e enfrentam dificuldades para manter plantações e criações em razão da falta d’água. Para amenizar a situação, o governo baiano mantém 600 carros-pipa em operação, distribuindo água potável a comunidades isoladas em diferentes regiões do estado.
Reforço federal contra a estiagem na Bahia
Representantes do governo da Bahia se reuniram na última quarta-feira (23) com a Defesa Civil Nacional para discutir medidas adicionais de apoio. Entre as possibilidades avaliadas estão o custeio de locação de novos carros-pipa, a compra de combustível para as operações e a eventual mobilização de aeronaves e efetivo das Forças Armadas.
A estiagem também tem alimentado incêndios florestais em diversas regiões do estado. Um balanço recente aponta 661 intervenções de combate a fogo em 86 dias de operação, com a mobilização de 178 bombeiros militares distribuídos entre diferentes frentes de trabalho.
Comunidades tradicionais, como fundos e fechos de pasto, estão entre os grupos mais impactados pela falta de chuva, já que dependem diretamente do uso coletivo da terra para subsistência. O governo estadual afirma que segue monitorando a evolução do quadro climático para ampliar o número de municípios assistidos, caso a estiagem se prolongue nas próximas semanas.


