O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (16) mais um corte da Selic, de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano. Foi a quinta redução consecutiva no ciclo iniciado em março, que já soma 1,25 ponto, e a decisão ficou em linha com a expectativa do mercado captada pelo boletim Focus.
A decisão é sustentada pelo comportamento recente da inflação. O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto e acumula alta de 4,22% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central.
Super Quarta: Fed sobe juros nos EUA
No mesmo dia, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa básica para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, por unanimidade. Foi a primeira alta desde julho de 2023 e a primeira sob o comando de Kevin Warsh, que assumiu a presidência do Fed em maio. O comunicado citou a inflação de 3,4% em agosto e a pressão do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio, e as projeções indicam ao menos mais uma alta em 2026.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em queda de 0,51%, pressionado por Vale e Petrobras, e o dólar terminou o dia praticamente estável, cotado em torno de R$ 5,15.
Para o consumidor, o corte da Selic tende a reduzir gradualmente o custo do crédito e dos financiamentos, embora o repasse costume ser lento. Já a alta dos juros americanos pode atrair recursos para os Estados Unidos e limitar o espaço para reduções mais rápidas no Brasil.


