MP-BA pede júri popular por atropelamento de maratonista na Pituba; réu é filho de vereadoraPromotoria sustenta tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Cleydson Cardoso Costa Filho; laudo aponta quase 90 km/h em via de 40 km/h.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador que o empresário Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da vereadora Débora Santana (PDT), seja levado a júri popular pelo atropelamento de maratonista na Pituba. A vítima é Émerson Silva Pinheiro, de 30 anos. Nas alegações finais, com 20 páginas, a promotora Andrea Lemos Fontoura sustenta que o caso configura tentativa de homicídio duplamente qualificado.

O atropelamento ocorreu em 16 de agosto de 2025, por volta das 5h40, na calçada da Avenida Octávio Mangabeira, em frente à Colônia de Pescadores. Estudante de educação física, Émerson fazia o treino final para a Maratona de Buenos Aires quando o carro invadiu o passeio, destruiu balizadores de concreto e derrubou um coqueiro.

O que dizem os laudos sobre o atropelamento de maratonista

Laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) apontam que o veículo trafegava a quase 90 km/h em um trecho com limite de 40 km/h e que o motorista dirigia sob efeito de álcool. A defesa nega a embriaguez. Para o MP, estão presentes as qualificadoras de perigo comum, pelo risco a transeuntes e frequentadores dos quiosques da orla, e de uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Viajando de Novo

Émerson teve a perna direita amputada, sofreu múltiplas fraturas na perna esquerda e passou 30 dias internado no Hospital Geral do Estado. Hoje ele faz fisioterapia e aguarda uma prótese, garantida por decisão liminar da Justiça.

Cleydson ficou 30 dias preso preventivamente e responde ao processo em liberdade, com tornozeleira eletrônica. Cabe agora ao juiz da 1ª Vara do Júri decidir se pronuncia o réu, ou seja, se o envia a julgamento pelo conselho de sentença.

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