O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) iniciou o processo para reconhecer o forró como patrimônio imaterial do estado. A iniciativa busca dar às matrizes tradicionais do ritmo o título estadual, complementando o reconhecimento nacional já existente.
O forró foi registrado em 2021 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan, por meio do registro das Matrizes Tradicionais do Forró, que abrangem gêneros como baião, xote, xaxado e arrasta-pé, fundamentais para a identidade cultural do país e, em especial, do Nordeste.
Para que o título estadual seja concedido, o Ipac deve elaborar um estudo técnico detalhado sobre o tema. O documento será então submetido à Câmara do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural, que decidirá sobre o registro definitivo.
Forró também é Bahia
O mapeamento e o registro de artistas realizados nos últimos anos fortaleceram o entendimento de que o forró também tem origem baiana, e não apenas pernambucana ou paraibana, como popularmente se difundiu. O reconhecimento estadual pretende valorizar mestres, sanfoneiros, trios e forrozeiros que mantêm viva a tradição no estado.
A iniciativa ocorre em um momento simbólico para o ritmo: em março deste ano, o Brasil entregou à Unesco a candidatura do forró a Patrimônio Imaterial da Humanidade, o que pode projetar internacionalmente a manifestação cultural nordestina.
