Casos de chikungunya disparam e crescem mais de 280% na Bahia em 2026Salvador registrou 308 casos confirmados até julho, contra 28 no mesmo período de 2025; Alagoinhas está entre os municípios mais afetados.

A Bahia enfrenta uma explosão de casos de chikungunya em 2026. O número de registros da doença cresceu mais de 280% no estado em comparação com o mesmo período do ano passado, configurando um dos piores cenários recentes de arboviroses na Bahia.

Salvador acompanha a tendência de alta expressiva: foram 308 casos confirmados até julho, contra 28 no mesmo intervalo de 2025. Embora a capital não esteja oficialmente em situação de epidemia, especialistas alertam para o avanço acelerado da doença nos bairros soteropolitanos.

No interior, a situação é ainda mais crítica. Municípios como Alagoinhas, Aramari e Muritiba chegaram a registrar cenário epidêmico de chikungunya ao longo do ano. Alagoinhas, no nordeste baiano, decretou situação de emergência em saúde pública após acumular mais de mil notificações suspeitas de arboviroses e intensificou as ações de combate ao mosquito transmissor.

Sintomas e prevenção

Transmitida pelo Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por meses e comprometer a rotina dos pacientes. Idosos, gestantes e pessoas com comorbidades integram o grupo de maior risco para complicações.

As autoridades de saúde reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de criadouros do mosquito: não deixar água parada em recipientes, manter caixas d’água tampadas e descartar corretamente o lixo. Quem apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

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