A presença do peixe-leão em Salvador voltou a acender o alerta das autoridades ambientais. Exemplares da espécie, considerada venenosa e invasora, foram capturados por pescadores no Porto da Barra no sábado (5). De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), os animais, de pequeno porte, foram encaminhados à Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde serão usados em pesquisas.
Originário do oceano Indo-Pacífico, o peixe-leão é uma espécie exótica que se reproduz várias vezes ao ano e gera milhares de ovos e larvas. Sem predadores naturais no Atlântico, ele preda peixes menores e altera o equilíbrio dos ecossistemas recifais. A espécie foi identificada na Bahia em 2025, em Maraú, no Baixo Sul, e no fim de agosto pescadores de Porto Seguro retiraram cerca de 500 exemplares do mar em um mês.
O que fazer ao encontrar o peixe-leão em Salvador
A orientação da Sema é não tocar no animal diretamente. Pessoas sem capacitação para captura e manejo não devem tentar retirá-lo da água. Os acidentes estão ligados aos espinhos, que podem causar dor intensa, inchaço, vermelhidão e náusea, e continuam venenosos mesmo depois que o peixe morre. O peixe-leão, no entanto, não costuma atacar pessoas.
Quem for capacitado deve colocar o animal em um recipiente rígido e seguro, que impeça fugas e perfurações, e encaminhá-lo a um órgão ambiental ou instituição de pesquisa parceira, transportando-o em cooler, isopor ou balde com gelo. A secretaria mantém um formulário on-line para que moradores, pescadores e mergulhadores registrem avistamentos e capturas, dados que ajudam a mapear a distribuição da espécie no litoral.
No dia 3 de setembro, a Sema promoveu um Curso de Manejo Seguro do Peixe-Leão para gestores, pesquisadores, pescadores artesanais e mergulhadores, com orientações sobre identificação, monitoramento, captura, transporte e destinação. A próxima edição está prevista para novembro, em Porto Seguro, no Extremo Sul.


