Relatório da PF questiona critérios de Mendonça em casos de ACM Neto e LulinhaDocumento sugere possível assimetria na análise dos dois casos, mas ressalva que a inferência tem baixa confiança; ACM Neto diz que consultoria foi regular

Um relatório de inteligência da Polícia Federal anexado ao despacho em que o ministro Alexandre de Moraes pede providências contra André Mendonça questiona a forma como o relator do Caso Master avaliou situações relacionadas a ACM Neto e a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O documento veio a público na noite de quinta-feira (3).

No item intitulado “Indicadores de assimetria por espectro político”, a PF sugere uma possível diferença de rigor entre os dois casos. O próprio relatório, no entanto, ressalva que a inferência tem baixa confiança: a semelhança entre as situações é descrita, mas não demonstrada por uma comparação documental completa, e algumas manifestações atribuídas ao ministro não foram formalmente registradas.

Separação de casos

O documento registra que Mendonça teria sugerido tratar em petições separadas os casos de ACM Neto e de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Para os investigadores, a decisão merece análise diante de posições anteriores do relator em pedidos de separação.

Viajando de Novo

ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag Investimentos entre março de 2023 e maio de 2024 por serviços de consultoria. O candidato afirma que os contratos foram regulares, declarados à Receita Federal e anteriores à candidatura, e nega relação com investigados.

Outros investigados

Lulinha é alvo de inquéritos abertos a partir da Operação Sem Desconto. A defesa do filho do presidente classifica as acusações como ilações sem lastro. Mendonça não havia se manifestado sobre o conteúdo específico do relatório até a última atualização.

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